Ao longo de todo o Antigo Testamento da
Sagrada Escritura encontramos as chamadas Teofanias; Deus manifesta-se em toda
a sua grandeza, e de forma espectacular, “aproveitando” na maioria das vezes os
fenómenos naturais para o fazer. Também para apresentar a efusão do Espírito do
Senhor, os autores sagrados recorrem a imagens. O Espírito é caracterizado
como: sopro de vida (Gn 2, 7); chuva que rega e transforma o deserto num jardim
(Is 32, 15; 44, 3); trovão, vento, línguas de fogo (Act 2, 1-3); etc…
Estas imagens aparecem para sugerir a ideia
de uma imensa explosão de força; onde o Espírito chega acontecem transformações
radicais: desaparece o medo, caem as barreiras, fazem-se escolhas corajosas,
tremem os grandes na presença dos mais fracos, partilha-se… e era aqui que
queria chegar, à partilha, que define o açoriano quando se fala de Espírito
Santo.
Na minha opinião o padroeiro dos açores
deveria ser o Espírito Santo, e não o beato João Baptista, que nem é conhecido
nem dado a conhece…