SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM / ANUNCIAI EM TODOS OS POVOS AS MARAVILHAS DO SENHOR

A liturgia de hoje apresenta a imagem do casamento como imagem que exprime de forma privilegiada a relação de amor que Deus (o marido) estabeleceu com o seu Povo (a esposa). A questão fundamental é, portanto, a revelação do amor de Deus.

A primeira leitura define o amor de Deus como um amor inquebrável e eterno, que continuamente renova a relação e transforma a esposa, sejam quais forem as suas falhas passadas. Nesse amor nunca desmentido, reside a alegria de Deus.
A segunda leitura fala dos “carismas” – dons, através dos quais continua a manifestar-se o amor de Deus. Como sinais do amor de Deus, eles destinam-se ao bem de todos; não podem servir para uso exclusivo de alguns, mas têm de ser postos ao serviço de todos com simplicidade. É essencial que na comunidade cristã se manifeste, apesar da diversidade de membros e de carismas, o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
O Evangelho apresenta, no contexto de um casamento (cenário da “aliança”), um “sinal” que aponta para o essencial do “programa” de Jesus: apresentar aos homens o Pai que os ama, e que com o seu amor os convoca para a alegria e a felicidade plenas. 

“A igreja é mãe e Nossa Senhora é quem nos diz isso. A igreja mais do que uma empresa, uma estrutura, deve e tem de ser vista como o mistério da maternidade e do amor esponsal da maternidade”. “Quando a igreja é vista como masculina e institucional não é igreja de Cristo e nós pastores temos de ser capazes de exercer o nosso magistério não como empresários mas como testemunhas e mensageiros” (D. António de Sousa Braga, Bispo de Angra).

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